Educação
Bolsa Família aumenta acompanhamento da frequência escolar
O índice de acompanhamento da frequência escolar dos alunos
beneficiários do Bolsa Família subiu de 85,57% para 91,8% em agosto e setembro,
comparado ao bimestre anterior. Cumpriram a frequência exigida para a transferência
de renda 95,2% das quase 14,9 milhões de crianças e jovens de 6 a 17 anos
acompanhadas.
A melhora do índice foi causada pela redução do número de
beneficiários cuja matrícula não foi localizada pela rede de educação,
responsável pelo registro da frequência escolar, explica o diretor de
Condicionalidades do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA),
Eduardo da Silva Pereira.
“Com o cruzamento das bases do Sistema Presença e do Censo
Escolar 2016, conseguimos reduzir um conjunto de crianças que chamamos de não
localizados”, afirma.
Cadastro Único
Pereira ressalta que a não localização das crianças e jovens
é o principal motivo pelo qual a taxa de acompanhamento ainda está abaixo de
100%. Para elevar esse índice e melhorar o processo, o diretor reforça a
importância de manter o Cadastro Único para Programas Sociais atualizado.
“Essas crianças mudam de escola, muitas vezes mudam de
município, por isso há alguma demora na sua localização. É importante que a
família atualize a informação da escola no Cadastro Único e que informe a
instituição de ensino que o aluno é beneficiário do Bolsa Família, para que a
frequência seja inserida no Sistema Presença”, destaca.
Condicionalidades
O acompanhamento da frequência escolar dos alunos
beneficiários é uma das condicionalidades do Bolsa Família, que são os compromissos
assumidos pelas famílias e pelo poder público com o objetivo de garantir o
acesso aos serviços de saúde e educação.
Na educação, os estudantes de 6 a 15 anos devem cumprir uma
frequência escolar mensal mínima de 85%. Já os jovens entre 16 e 17 anos devem
ter frequência de, no mínimo, 75%. Para o diretor, a condicionalidade de
educação é uma das principais ferramentas do programa Bolsa Família para a
superação da pobreza em todas as gerações.
“À medida que estimulamos a permanência no sistema escolar,
aumentamos a capacitação dessas pessoas. Quanto maior o nível de educação,
maior tende a ser o nível de renda. Crianças e jovens que frequentam a escola
têm mais chances de superarem a situação de pobreza de seus pais”, completa.
(Portal Brasil)

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