quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Álvares Machado completa 72 anos de emancipação político-administrava; Conheça a história
O município foi fundado em 1916, por colonos japoneses (Foto/Arquivo)
Os trilhos de ferro que atualmente misturam-se à vegetação que os cercam, há muito foram os destaques da pequena cidade do interior paulista, conhecida como Álvares Machado, que completa hoje (30), 72 anos de emancipação político-administrava e 100 anos desde a primeira aquisição de terras, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo moradores e o professor de geografia, Guilherme Marini Perpetua, as principais mudanças registradas ao longo das décadas estão relacionadas com os setores econômicos da cidade.

História
A linha férrea teve grande importância na economia do local
(Foto/Arquivo)
Sobre a história do município, Guilherme explica que o primeiro vilarejo a ser fundado neste território foi o Brejão, no ano de 1916, por colonos japoneses que haviam desembarcado no porto de Santos. Ainda de acordo com Guilherme, três anos após a data mencionada, chegaram os trilhos da sorocabana e a estação ferroviária, que serviu de marco principal para a localização da futura cidade.

Com isso, como explicado pelo professor, o passo seguinte e definitivo foi o loteamento dos terrenos urbanos -realizados por Ismael Dias da Silva (homenageado com o nome de uma rua da cidade) - e rurais, feito pelo mineiro Manoel Francisco de Oliveira, considerado o fundador do distrito e posterior município de Álvares Machado, elevado à categoria em 30 de novembro de 1944.

Economia
Sobre a economia, Guilherme pontua que esta sempre foi voltada à lavoura, bem como à exploração da madeira da densa floresta, que originalmente recobria toda a região. “Inúmeras serrarias foram instaladas com este intuito, e acabaram sendo desativadas quando do esgotamento da exuberante mata nativa”, acrescenta.

"Aqui tudo era ligado à agricultura", diz Deraldino, à esquerda
Diante deste contexto, os amigos Deraldino Alves Martins, 94, e Antônio Ederli, 85, que diariamente se encontram na Avenida das Américas para “prosear”, relembram daquela época onde “a fartura de trabalho e dinheiro eram evidentes”. Conforme Deraldino, que observa o centro da cidade a sua frente, além da malha asfáltica que hoje cobre a via, as principais mudanças observadas nesse espaço estão atreladas aos estabelecimentos comerciais. “Aqui era tudo ligado à agricultura", recorda. Já Deraldino, explica que, com o avanço da tecnologia e com a expansão de outros municípios, as atividades mudaram e a cultura de outrora, “vai sendo esquecida pala nova geração”.

Atualidade
O professor Guilherme, por sua vez, explica que, atualmente, a população do município vive do trabalho no setor público, da incipiente atividade comercial e, em sua maior parte, do trabalho na cidade vizinha e principal polo regional, Presidente Prudente. “É por isso que muitos a consideram uma “cidade dormitório””, aponta.

Em relação a preservação histórica do local, Guilherme diz que, "as marcas de todo esse passado não podem ser simplesmente apagadas, estão sempre à nossa volta e devem servir como ponto de partida para a cidade que queremos construir, a Álvares Machado do futuro". 




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