Álvares Machado completa 72 anos de emancipação
político-administrava; Conheça a história
| O município foi fundado em 1916, por colonos japoneses (Foto/Arquivo) |
Os trilhos de ferro que atualmente misturam-se à vegetação que os
cercam, há muito foram os destaques da pequena cidade do interior paulista, conhecida
como Álvares Machado, que completa hoje (30), 72 anos de emancipação
político-administrava e 100 anos desde a primeira aquisição de terras, conforme
dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo
moradores e o professor de geografia, Guilherme Marini Perpetua, as principais
mudanças registradas ao longo das décadas estão relacionadas com os setores econômicos
da cidade.
História
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| A linha férrea teve grande importância na economia do local (Foto/Arquivo) |
Sobre a história do município, Guilherme explica que o
primeiro vilarejo a ser fundado neste território foi o
Brejão, no ano de 1916, por colonos japoneses que haviam desembarcado no porto
de Santos. Ainda de acordo com Guilherme, três anos após a data mencionada, chegaram os trilhos
da sorocabana e a estação ferroviária, que serviu de marco principal para a
localização da futura cidade.
Com isso, como explicado pelo professor, o passo seguinte e
definitivo foi o loteamento dos terrenos urbanos -realizados por Ismael Dias da
Silva (homenageado com o nome de uma rua da cidade) - e rurais, feito pelo
mineiro Manoel Francisco de Oliveira, considerado o fundador do distrito e
posterior município de Álvares Machado, elevado à categoria em 30 de novembro de 1944.
Economia
Sobre a economia, Guilherme pontua que esta sempre foi voltada à lavoura, bem como à exploração da madeira da densa floresta, que
originalmente recobria toda a região. “Inúmeras serrarias foram instaladas com
este intuito, e acabaram sendo desativadas quando do esgotamento da exuberante mata
nativa”, acrescenta.
| "Aqui tudo era ligado à agricultura", diz Deraldino, à esquerda |
Diante deste contexto, os amigos Deraldino Alves Martins,
94, e Antônio Ederli, 85, que diariamente se encontram na Avenida das Américas
para “prosear”, relembram daquela época onde “a fartura de trabalho e dinheiro
eram evidentes”. Conforme Deraldino, que observa o centro da cidade a sua
frente, além da malha asfáltica que hoje cobre a via, as principais mudanças
observadas nesse espaço estão atreladas aos estabelecimentos comerciais. “Aqui era tudo ligado
à agricultura", recorda. Já Deraldino, explica que, com o
avanço da tecnologia e com a expansão de outros municípios, as atividades
mudaram e a cultura de outrora, “vai sendo esquecida pala nova geração”.
Atualidade
O professor Guilherme, por sua vez, explica que, atualmente,
a população do município vive do trabalho no setor público, da incipiente
atividade comercial e, em sua maior parte, do trabalho na cidade vizinha e
principal polo regional, Presidente Prudente. “É por isso que muitos a consideram
uma “cidade dormitório””, aponta.
Em relação a preservação histórica do local, Guilherme diz que, "as marcas de todo esse passado não podem ser simplesmente
apagadas, estão sempre à nossa volta e devem servir como ponto de partida para
a cidade que queremos construir, a Álvares Machado do futuro".

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