Taxa de mortalidade infantil apresenta queda de 46,6% na
região
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| Foto reprodução/internet |
De acordo com o Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise
de Dados), a região do DRS-11 (Departamento Regional de Saúde) de Presidente
Prudente, que compreende 45 municípios, inclusive Álvares Machado, registrou uma redução de 46,6%
na taxa de mortalidade infantil, no comparativo de 2000 a 2015.
Conforme o órgão, a queda
mais acentuada no componente pós-neonatal pode ser atribuída, em certa medida,
ao investimento relevante em saneamento ocorrido em diversas regiões do Estado,
assim como a intervenções de certa forma simples e de baixo custo, porém
extremamente efetivas, como o uso de terapias de reidratação oral, o incentivo
ao aleitamento materno, a melhoria da cobertura vacinal e o aumento da
proporção de gestantes que tiveram sete ou mais consultas de pré-natal, cujo
patamar chegou a 77,1% em 2015.
Em relação ao comparativo anual, a Seade destaca que, em
2015, a mortalidade infantil no Estado alcançou o patamar de 10,7 óbitos de
menores de um ano por mil nascidos vivos, que representa redução de 37,1% se
comparada à taxa registrada no ano de 2000, que atingia 17,0 crianças em cada
mil.
Segundo a idade, os óbitos infantis podem ser divididos em
neonatal precoce (entre 0 e 6 dias completos de vida); neonatal tardio (de 7 a
27 dias completos de vida) e pós-neonatal (de 28 a 364 dias completos de vida).
Em 2015, observa-se que 50,9% desses óbitos ocorreram durante o período
neonatal precoce; 19,1% no neonatal tardio e 30,0% no pós-neonatal. Nos últimos
15 anos, o risco de morte durante a primeira semana de vida registrou redução
de 37,9%, atingindo 5,4 óbitos neonatais precoces por mil nascidos vivos em
2015, enquanto o correspondente ao período neonatal tardio apresentou redução
de 25,0%, chegando a 2,1 por mil. Já as mortes do período pós-neonatal tiveram
redução de 41,8%, atingindo 3,2 por mil neste último ano.
Mais dados
A taxa mais elevada foi registrada no Departamento Regional
de Saúde – DRS da Baixada Santista (14,6 por mil), seguida de Sorocaba (11,7
por mil), regiões que concentram somente 11,6% dos óbitos infantis ocorridos no
Estado. Por sua vez, os menores índices, abaixo de 10 por mil, foram
encontrados nos DRS de São José do Rio Preto (8,4 por mil), Ribeirão Preto (8,5
por mil), Campinas e São João da Boa Vista (ambos com 9,1 por mil), Barretos
(9,4 por mil), Presidente Prudente (9,5 por mil) e Franca (9,7 por mil) que em
conjunto respondem por 17,8% dos óbitos infantis. O indicador do DRS 01 –
Grande São Paulo, que participa com 52,0% do volume estadual de mortes
infantis, registra 10,9 por mil, bem similar à média do Estado.
(Fonte: Seade)

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