Política
Em primeiro discurso como prefeito eleito, Crivella diz que não quer
vingança
“Nós não podemos, jamais, cair na
armadilha da praga maldita da vingança. O processo eleitoral termina aqui.
Acabou. Nós não temos memórias para injúrias, para calúnias, para infâmias.
Vocação da política é olhar para a frente. Nós vamos centrar todas as nossas
energias para realizar o projeto que propusemos ao povo, que é cuidar das
pessoas”, disse Crivella.
A campanha foi marcada por
polêmicas como a revelação de um livro com críticas de Crivella à Igreja
Católica e aos homossexuais e também reportagem sobre prisão dele, até então
desconhecida, por tentar desalojar uma família de um terreno da Igreja Universal.
Crivella discursou na noite deste
domingo (30), em ato na sede do Bangu Atlético Clube. Inicialmente, a
assessoria do prefeito eleito informou que seria uma entrevista coletiva à
imprensa, o que não ocorreu. Crivella apenas discursou para militantes e
políticos que o apoiaram, como os candidatos a prefeito derrotados no primeiro
turno Índio da Costa (PSD) e Carlos Osório (PSDB), além da deputada federal
Clarissa Garotinho (PR), o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC) e o
ex-secretário municipal Rodrigo Bethlem, acusado de desvio de dinheiro público.
Não à legalização do aborto e das
drogas
Em um segundo discurso, na quadra
esportiva do clube, para os militantes que não puderam acompanhar a primeira
fala, Crivella disse que sua vitória representa o não à legalização do aborto e
das drogas, bandeiras defendidas pelo candidato derrotado Marcelo Freixo
(PSOL). “O povo disse bem alto nas urnas: não à legalização do aborto, não à
liberação das drogas. Não, não, não e não. O povo também disse não à ideologia
de gêneros nas crianças, de cinco ou seis anos de idade. Não, não e não. Não”,
discursou em voz alta, arrancando aplausos da militância.
Crivella venceu a eleição com
59,36% dos votos válidos, totalizando 1.700.030, contra Marcelo Freixo (PSOL),
que obteve 40,64%, ou 1.163.662. A abstenção foi de 1.314.950 (26,85%), os
votos nulos somaram 569.536 (15,90%) e os votos em branco foram 149.866
(4,18%).
Perfil
Bispo licenciado da Igreja
Universal, foi a terceira vez que Crivella concorreu à prefeitura carioca.
Engenheiro civil, com pós-graduação na Universidade de Pretoria, em
Joanesburgo, África do Sul, também concorreu ao governo estadual em 2006 e
2014. Começou a trabalhar aos 14 anos como auxiliar de escritório e foi
taxista. Ficou oito anos no Exército, foi professor universitário e servidor
público.
Com 59 anos, Crivella nasceu na
capital fluminense e é filho único de pais católicos. Em 2002, foi eleito para
o Senado com mais de 3 milhões de votos. Foi reeleito para o período 2011 a
2019. No governo de Dilma Rousseff, foi ministro da Pesca e Aquicultura. O
político publicou contos de cunho religioso e um livro sobre projeto que torna
produtivas terras abandonadas pelo governo federal, na cidade de Irecê (BA).
Casado com Sylvia Jane há 36
anos, é pai de três filhos e tem dois netos. Crivella chegou a ser considerado
um dos principais intérpretes do gênero gospel no Brasil, com cerca de 16
álbuns musicais gravados.
(Fonte: Agência Brasil)
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