sábado, 29 de outubro de 2016

História
Propriedade rural de Álvares Machado coleciona maquinários com mais de 150 anos
José Gonçalves Martins ao lado do engenho de 1858
Considerada a primeira patrola de Álvares Machado
Ao entrar na Estância Repuxo, em Álvares Machado, não precisa ser um bom observador para notar a quantidade de máquinas e objetos organizados no recinto. Algumas de ferro, outras de madeira, elas formam um verdadeiro contraste com a paisagem verde que as cercam. Dentre pelo menos os 30 itens da coleção do aposentado e machadense nato, José Gonçalves Martins, 74, o que mais se destaca é a antiga patrola, de 1933, considerado o primeiro instrumento da cidade para a abertura de ruas.

Além desta, uma infinidade de aparatos trazem consigo uma história, cada uma delas relembrada e contada por José, como a bomba de combustível de 1933, do primeiro posto de combustível de Álvares Machado, no centro da cidade. “Como as demais, ela veio para cá há pelo menos 70 anos”, recorda José.

Um dos primeiros modelos de trator da cidade
Carro de boi; maquina para separar algodão; serra para construir caixão; balança de café; maquinas da época da guerra; os primeiros geradores de energia, vindos da Alemanha; um dos primeiros modelos de trator; além de uma infinidade de aparelhos que compõem cada etapa da evolução tecnológica do interior paulista. Como numa exposição, as peças estão, inclusive, em bom estado de conservação e de acordo com José, algumas delas vão ser levadas ao Museu Histórico Municipal “Manoel Francisco de Oliveira”, em Álvares Machado, onde outros 40 de seus exemplares se encontram. “Isso tem que ser mostrado para a sociedade, pois faz parte de nossa história”, relata. No entanto, não há data precisa para esta transferência.
Primeira bomba de combustível
de Álvares Machado

Seja pelo campo que rodeia a residência da propriedade, localizada no bairro km2, na parede decorada ou nos depósitos apresentados à reportagem, cada espaço contém uma lembrança, um significado e sua importância histórica. Dentre elas, José explica a memória do antigo engenho, de 1858 que, segundo ele, mede 8,60 metros de altura e pesa cerca de 7 mil quilogramas. “Esta peça veio de Minas Gerais, há 40 anos”, diz.


A respeito da aquisição destas relíquias, José explica que estas foram conquistadas com recursos próprios, utilizadas, aliás, para necessidades rurais, acumuladas desde seus antepassados. “Mesmo com o avanço de novos equipamentos, mantemos estas aqui”, salienta. 

Sobre o motivo que o leva a preservar estes artefatos, José explica que este é um comportamento passado de pai para filho, em que, da mesma maneira que aprendeu com seus antecedentes, pretende passar às novas gerações. “Muitas dessas peças são desconhecidas pelos jovens e não podemos deixar a história se acabar”, conclui. 

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