História
Propriedade rural de Álvares Machado coleciona maquinários com
mais de 150 anos
| José Gonçalves Martins ao lado do engenho de 1858 |
| Considerada a primeira patrola de Álvares Machado |
Além desta, uma infinidade de aparatos trazem consigo uma
história, cada uma delas relembrada e contada por José, como a bomba de combustível
de 1933, do primeiro posto de combustível de Álvares Machado, no centro da
cidade. “Como as demais, ela veio para cá há pelo menos 70 anos”, recorda José.
| Um dos primeiros modelos de trator da cidade |
Carro de boi; maquina para separar algodão; serra para
construir caixão; balança de café; maquinas da época da guerra; os primeiros
geradores de energia, vindos da Alemanha; um dos primeiros modelos de trator; além
de uma infinidade de aparelhos que compõem cada etapa da evolução tecnológica
do interior paulista. Como numa exposição, as peças estão, inclusive, em bom estado de conservação e de acordo com José, algumas delas vão ser levadas ao Museu Histórico
Municipal “Manoel Francisco de Oliveira”, em Álvares Machado, onde outros 40 de seus exemplares se encontram. “Isso tem que ser mostrado para a sociedade,
pois faz parte de nossa história”, relata. No entanto, não há data precisa para
esta transferência.
Seja pelo campo que rodeia a residência da propriedade,
localizada no bairro km2, na parede decorada ou nos depósitos apresentados à
reportagem, cada espaço contém uma lembrança, um significado e sua importância
histórica. Dentre elas, José explica a memória do antigo engenho, de 1858 que,
segundo ele, mede 8,60 metros de altura e pesa cerca de 7 mil quilogramas. “Esta
peça veio de Minas Gerais, há 40 anos”, diz.
A respeito da aquisição destas relíquias, José explica que estas foram conquistadas com recursos próprios, utilizadas, aliás, para necessidades rurais, acumuladas desde seus antepassados. “Mesmo com o avanço de novos equipamentos, mantemos estas aqui”, salienta.
Sobre o motivo que o leva a preservar estes artefatos, José explica que este é um comportamento passado de pai para filho, em que, da mesma maneira que aprendeu com seus antecedentes, pretende passar às novas gerações. “Muitas dessas peças são desconhecidas pelos jovens e não podemos deixar a história se acabar”, conclui.
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